Infração 5185: deixar o condutor ou passageiro de usar o cinto de segurança

A infração 5185 ocorre quando o condutor ou passageiro deixa de usar o cinto de segurança em veículo automotor. Trata-se de infração grave, com multa de R$ 195,23, 5 pontos na CNH e medida administrativa de retenção do veículo até que o cinto seja colocado. Embora pareça uma multa simples, ela pode gerar consequências importantes, especialmente para motoristas profissionais, condutores com pontuação acumulada e casos em que a autuação apresenta falhas que podem ser discutidas em defesa.

O que significa a infração 5185

A infração 5185 está relacionada ao descumprimento da obrigação de usar o cinto de segurança. Essa regra vale tanto para o motorista quanto para os passageiros, inclusive aqueles que estão no banco traseiro.

O cinto de segurança é um equipamento obrigatório e sua utilização não depende da distância percorrida, do tipo de via, da velocidade do veículo ou da experiência do condutor. Mesmo em trajetos curtos, dentro do bairro ou em baixa velocidade, o uso continua sendo exigido.

Na prática, a infração pode ocorrer quando o agente de trânsito verifica que o condutor está dirigindo sem cinto, que um passageiro está sem cinto, que o cinto está sendo usado de forma incorreta ou que o veículo segue em circulação sem que todos os ocupantes estejam devidamente protegidos.

Base legal da infração 5185

A infração 5185 tem relação com o artigo 167 do Código de Trânsito Brasileiro, que prevê como infração deixar o condutor ou passageiro de usar o cinto de segurança.

A finalidade da norma é proteger a vida e reduzir a gravidade dos acidentes. Em uma colisão, freada brusca ou capotamento, o cinto impede que os ocupantes sejam projetados contra o painel, para-brisa, bancos, portas ou para fora do veículo.

Por isso, a obrigação não é meramente formal. Ela existe porque o cinto reduz riscos reais de morte e lesões graves.

Tabela da infração 5185

InformaçãoRegra aplicável
Código da infração5185
CondutaDeixar o condutor ou passageiro de usar o cinto de segurança
NaturezaGrave
PenalidadeMulta
Valor da multaR$ 195,23
Pontuação5 pontos na CNH
Medida administrativaRetenção do veículo até colocação do cinto
ResponsávelCondutor
Base legalArtigo 167 do CTB

Qual é o valor da multa da infração 5185

O valor da multa da infração 5185 é de R$ 195,23, pois se trata de uma infração de natureza grave.

Além do valor financeiro, a infração gera 5 pontos na CNH. Esse detalhe é importante porque muitos condutores não se preocupam com multas de cinto por acreditarem que são infrações simples. No entanto, a soma de pontos pode levar à abertura de processo de suspensão do direito de dirigir.

A infração 5185 gera pontos na CNH

Sim. A infração 5185 gera 5 pontos na CNH.

A pontuação é lançada no prontuário do condutor responsável. Quando o próprio motorista está sem cinto, a responsabilidade é direta. Quando o passageiro está sem cinto, a responsabilidade administrativa também pode recair sobre o condutor, pois cabe a ele assegurar que o veículo circule em conformidade com as normas de segurança.

Isso é especialmente relevante para motoristas profissionais, motoristas de aplicativo, taxistas, caminhoneiros, motoristas de transporte escolar e pessoas que dependem da CNH para trabalhar.

O veículo pode ser retido

Sim. A medida administrativa prevista para a infração 5185 é a retenção do veículo até que o cinto seja colocado.

Na prática, isso significa que a irregularidade pode ser resolvida no local. Se o condutor ou passageiro coloca o cinto, o veículo pode seguir viagem, conforme o procedimento da fiscalização.

A retenção, nesse caso, não tem o mesmo sentido de remoção imediata para pátio, salvo se houver outra irregularidade ou impossibilidade de regularização no local.

Quem é responsável pela infração 5185

A responsabilidade costuma recair sobre o condutor.

Quando o motorista dirige sem cinto, ele responde pela própria conduta. Quando o passageiro está sem cinto, o condutor pode ser autuado porque é ele quem conduz o veículo e deve garantir que a circulação ocorra de acordo com as normas de trânsito.

Esse ponto gera muitas dúvidas. Alguns motoristas acreditam que, se o passageiro adulto decide não usar o cinto, a responsabilidade seria apenas dele. Porém, no âmbito administrativo de trânsito, o condutor pode ser responsabilizado pela irregularidade no transporte.

O passageiro sem cinto gera multa para o motorista

Sim. Se o passageiro estiver sem cinto, o condutor pode ser autuado.

Isso vale para passageiro no banco dianteiro e também para passageiro no banco traseiro. O uso do cinto no banco de trás é obrigatório e não pode ser ignorado.

Muitos condutores acabam multados porque exigem o cinto apenas de quem está no banco da frente, mas deixam passageiros traseiros sem o equipamento. Essa prática é irregular.

Cinto no banco traseiro é obrigatório

Sim. O cinto de segurança no banco traseiro é obrigatório.

A ideia de que o cinto só é necessário no banco da frente é um erro comum. Em caso de acidente, o passageiro do banco traseiro sem cinto pode ser projetado contra os bancos dianteiros, ferir outros ocupantes e sofrer lesões graves.

Além disso, o passageiro sem cinto pode ser lançado para fora do veículo em colisões mais fortes ou capotamentos.

Cinto de segurança em trajetos curtos

O uso do cinto é obrigatório mesmo em trajetos curtos.

A infração pode ocorrer ao sair de casa para ir à padaria, levar alguém à escola, deslocar o carro por poucos metros ou circular dentro do bairro.

A legislação não cria exceção para baixa velocidade ou pequena distância. Acidentes também acontecem perto de casa, em cruzamentos, garagens, estacionamentos, rotatórias e ruas residenciais.

Cinto de segurança em baixa velocidade

Mesmo em baixa velocidade, o cinto deve ser usado.

Uma colisão leve pode causar impacto suficiente para projetar o corpo contra o volante, painel ou para-brisa. Além disso, em acidentes urbanos, a surpresa e a falta de reação aumentam o risco de lesões.

Por isso, a fiscalização pode autuar o motorista mesmo que ele esteja trafegando devagar.

Cinto usado de forma incorreta pode gerar autuação

Sim. O cinto precisa ser usado corretamente.

Usar o cinto por baixo do braço, atrás das costas, frouxo, torcido ou apenas apoiado sobre o corpo pode comprometer a segurança e gerar discussão sobre uso inadequado.

O cinto deve ficar ajustado ao corpo. A faixa diagonal deve passar pelo ombro e pelo centro do peito. A faixa inferior deve ficar na região do quadril, e não sobre a barriga.

Quando o cinto é usado de forma incorreta, ele pode não proteger adequadamente em caso de acidente.

Cinto de dois pontos é permitido

Alguns veículos, especialmente mais antigos, possuem cinto subabdominal de dois pontos em determinados assentos.

Se o veículo possui esse equipamento de fábrica e está regular, seu uso deve ocorrer conforme a configuração original. Porém, quando há cinto de três pontos disponível, ele deve ser utilizado corretamente.

O ponto principal é que o ocupante não pode ficar sem usar o equipamento disponível.

Veículo antigo sem cinto

Veículos antigos podem gerar dúvidas porque alguns foram fabricados em época em que a obrigatoriedade de certos equipamentos era diferente.

Nesses casos, é necessário analisar a legislação aplicável ao ano de fabricação, às exigências de equipamento obrigatório e à regularidade do veículo.

Ainda assim, quando o veículo possui cinto instalado, ele deve ser utilizado. A ausência de equipamento obrigatório, quando exigido, pode gerar outro tipo de autuação relacionada às condições do veículo.

Criança sem cinto é infração 5185 ou outra infração

Quando envolve criança, a situação pode ser enquadrada em norma específica sobre transporte infantil, especialmente quando há exigência de bebê conforto, cadeirinha, assento de elevação ou regras de transporte no banco traseiro.

Portanto, se uma criança está sem o dispositivo adequado, a infração pode não ser apenas a 5185. Pode haver enquadramento específico por transporte de criança sem observar normas de segurança.

A diferença é importante porque o código, a natureza e os argumentos de defesa podem variar conforme o caso.

Diferença entre infração 5185 e infração por criança sem cadeirinha

A infração 5185 trata do não uso do cinto de segurança pelo condutor ou passageiro.

Já a infração por transporte irregular de criança trata da inobservância das normas especiais de segurança infantil.

Por exemplo, um adulto no banco traseiro sem cinto pode gerar infração 5185. Uma criança pequena sem cadeirinha pode gerar infração específica de transporte infantil.

Se a autuação usou o enquadramento errado, isso pode ser discutido em recurso.

Motorista de aplicativo e passageiro sem cinto

Motoristas de aplicativo podem ser autuados se transportarem passageiro sem cinto.

Na prática, esse é um problema comum, pois alguns passageiros se recusam a usar cinto no banco traseiro. Ainda assim, o condutor deve orientar o passageiro e pode condicionar o início ou continuidade da viagem ao uso do equipamento.

Se o motorista aceita conduzir o veículo com passageiro sem cinto, assume risco de autuação.

Táxi e passageiro sem cinto

O mesmo raciocínio se aplica ao táxi.

O passageiro deve usar cinto, e o condutor deve observar a regularidade do transporte. O fato de ser uma corrida curta, urbana ou contratada não elimina a obrigação.

Motoristas profissionais devem ser ainda mais cuidadosos porque acumulam muitas horas de direção e estão mais expostos à fiscalização.

Transporte escolar e uso do cinto

No transporte escolar, a atenção deve ser redobrada.

Crianças e adolescentes devem ser transportados com segurança, observando o uso do cinto e demais normas aplicáveis. Dependendo da idade da criança, pode haver necessidade de dispositivo específico.

O motorista escolar deve adotar rotina de conferência antes de iniciar o deslocamento, pois sua responsabilidade é elevada.

Ônibus, vans e veículos coletivos

Em veículos coletivos, a obrigatoriedade pode depender da existência do equipamento e da regulamentação aplicável ao tipo de transporte.

Quando o veículo possui cinto de segurança disponível, os passageiros devem utilizá-lo. Em vans, fretamentos, transporte escolar e transporte rodoviário, o cinto pode ser fundamental para evitar lesões graves.

A infração deve ser analisada conforme o tipo de veículo, o serviço prestado e a forma como a fiscalização ocorreu.

Caminhão e uso do cinto

Motoristas de caminhão também estão sujeitos à infração 5185.

O fato de o condutor estar em veículo pesado, em cabine elevada ou em deslocamento profissional não afasta a obrigatoriedade. Pelo contrário, em rodovias e trajetos longos, o uso do cinto é essencial.

Passageiros em caminhões, quando transportados legalmente, também devem usar o equipamento.

Motivo da obrigatoriedade do cinto

O cinto de segurança evita que o corpo continue em movimento após uma freada brusca ou colisão.

Quando o veículo para repentinamente, o corpo tende a seguir na mesma direção. Sem cinto, o ocupante pode bater no volante, painel, vidro, bancos ou ser arremessado para fora do veículo.

Com o cinto, a força do impacto é distribuída em áreas mais resistentes do corpo, reduzindo a chance de morte e lesões graves.

Airbag substitui o cinto de segurança

Não. O airbag não substitui o cinto.

O airbag foi projetado para funcionar em conjunto com o cinto de segurança. Sem o cinto, o airbag pode não proteger adequadamente e, em alguns casos, pode até aumentar o risco de lesões.

O condutor não pode justificar a ausência de cinto alegando que o veículo possui airbag.

Gestante precisa usar cinto

Sim. Gestantes também devem usar cinto de segurança, com atenção ao posicionamento correto.

A faixa inferior deve ficar abaixo da barriga, sobre a região do quadril. A faixa diagonal deve passar entre os seios e ao lado da barriga, nunca sobre o abdômen de forma inadequada.

O uso correto do cinto protege a gestante e o bebê. Em caso de dúvidas médicas específicas, a orientação profissional deve ser buscada, mas a regra geral é o uso do equipamento.

Pessoa com condição médica pode deixar de usar cinto

Situações médicas específicas podem gerar dúvidas, mas não devem ser presumidas.

A simples alegação de desconforto, dor ou condição de saúde não autoriza automaticamente o não uso do cinto. Se houver justificativa médica excepcional, ela precisa ser analisada conforme a legislação e documentação adequada.

Na prática, a maioria dos ocupantes deve usar o cinto normalmente. Quando houver necessidade especial, é importante buscar orientação formal antes de circular sem o equipamento.

Fiscalização da infração 5185

A infração 5185 pode ser constatada por agente de trânsito em fiscalização visual, abordagem, blitz, operação em rodovia ou patrulhamento.

O agente pode verificar que o condutor ou passageiro está sem cinto enquanto o veículo está em circulação. Em algumas situações, a autuação ocorre sem abordagem, especialmente quando a irregularidade é observada de forma direta.

A ausência de abordagem, porém, pode gerar discussões defensivas dependendo da clareza da constatação e da descrição no auto.

A infração 5185 pode ser aplicada sem abordagem

Sim, pode haver autuação sem abordagem, desde que o agente declare ter constatado a infração.

No entanto, a defesa pode questionar situações em que a constatação seja duvidosa, como vidro escuro, distância, ângulo desfavorável, ausência de descrição suficiente ou impossibilidade prática de visualizar o cinto.

Cada caso deve ser analisado com base no auto de infração e nas circunstâncias da autuação.

Vidro escuro e dúvida sobre o uso do cinto

Quando o veículo possui película escura, pode surgir dúvida sobre a real possibilidade de o agente visualizar o interior do carro.

Isso não significa que toda multa será anulada automaticamente, mas pode ser um argumento em casos específicos, principalmente se a autuação foi feita sem abordagem e sem descrição detalhada.

A defesa pode questionar como o agente conseguiu constatar a ausência do cinto, considerando a posição, o horário, a iluminação, a distância e as condições do veículo.

Cinto da mesma cor da roupa

Outro ponto prático é a dificuldade de visualização quando o cinto tem cor semelhante à roupa do ocupante.

Isso pode ser relevante quando o condutor afirma que estava usando o cinto e a autuação ocorreu sem abordagem. Ainda assim, é necessário apresentar argumentos consistentes, pois o auto de infração possui presunção de legitimidade.

A defesa deve mostrar por que a constatação pode ter sido equivocada.

O auto de infração precisa descrever quem estava sem cinto

O ideal é que o auto de infração indique se quem estava sem cinto era o condutor ou o passageiro.

Essa informação é importante para permitir defesa adequada. Se o auto for genérico demais, pode haver discussão sobre cerceamento de defesa ou descrição insuficiente da conduta.

Por exemplo, há diferença entre autuar o motorista por ele próprio não usar cinto e autuar porque um passageiro estava sem cinto no banco traseiro.

Erro no enquadramento da infração 5185

Pode haver erro de enquadramento quando a situação constatada não corresponde exatamente ao não uso do cinto.

Exemplo: se a autuação envolvia criança sem cadeirinha, talvez o enquadramento correto fosse outro, ligado ao transporte infantil. Se o órgão aplicou a infração 5185 de forma genérica, pode haver discussão.

Outro exemplo: se o problema era defeito no cinto, ausência de equipamento obrigatório ou mau estado de conservação, o enquadramento também pode ser diferente.

Como recorrer da infração 5185

É possível recorrer da infração 5185.

O processo administrativo geralmente possui três etapas:

Defesa prévia.

Recurso à JARI.

Recurso em segunda instância.

Na defesa prévia, costumam ser discutidos erros formais, como placa incorreta, local impreciso, horário errado, ausência de dados obrigatórios ou inconsistência no auto.

No recurso à JARI, é possível discutir o mérito, como uso correto do cinto, impossibilidade de visualização, ausência de abordagem, erro de enquadramento ou descrição insuficiente.

No recurso em segunda instância, o condutor pode reforçar os argumentos e apontar falhas na decisão anterior.

Principais argumentos de defesa

Os principais argumentos dependem do caso concreto.

Podem ser analisados:

Descrição insuficiente da infração.

Ausência de indicação de quem estava sem cinto.

Erro na placa, local, data ou horário.

Autuação sem abordagem em situação de visualização duvidosa.

Uso efetivo do cinto pelo condutor.

Erro de enquadramento.

Veículo com película que dificultava visualização.

Cinto confundido com roupa.

Ausência de prova mínima da conduta.

Irregularidade na notificação.

Falha no prazo de expedição da notificação.

A defesa não deve ser genérica. O ideal é trabalhar com os detalhes da autuação.

Exemplo de defesa por descrição insuficiente

Imagine que a notificação apenas informa “deixar de usar cinto de segurança”, sem dizer se era o condutor ou passageiro, sem indicar banco, sem abordagem e sem qualquer observação complementar.

Nesse caso, pode haver argumento de que a descrição não permite ao motorista entender plenamente o fato imputado e preparar defesa adequada.

Quanto mais vaga for a autuação, maior pode ser a possibilidade de questionamento.

Exemplo de defesa por visualização duvidosa

Imagine que o condutor foi autuado sem abordagem em uma via de grande movimento, com o veículo em deslocamento, película escura nos vidros e cinto de cor escura sobre roupa também escura.

A defesa pode questionar a segurança da constatação visual, especialmente se o auto não explica como a infração foi identificada.

Esse argumento não garante cancelamento automático, mas pode ser relevante quando bem fundamentado.

Exemplo de defesa por erro de enquadramento

Imagine que a fiscalização constatou uma criança pequena sem cadeirinha, mas aplicou a infração 5185 como se fosse apenas passageiro sem cinto.

Como o transporte infantil possui regra específica, pode haver discussão sobre enquadramento inadequado.

O erro de enquadramento pode comprometer a validade da autuação, pois o condutor precisa responder exatamente pela conduta correta.

O que conferir na notificação da infração 5185

Ao receber a notificação, o condutor deve verificar:

Código da infração.

Descrição da conduta.

Data e horário.

Local da autuação.

Placa do veículo.

Órgão autuador.

Identificação do agente ou equipamento, quando aplicável.

Prazo para defesa.

Se houve abordagem.

Se o auto indica condutor ou passageiro.

Se há observações complementares.

Qualquer inconsistência pode ser relevante.

Documentos úteis para recorrer

Podem ser úteis:

Notificação da autuação.

Documento do veículo.

CNH do condutor.

Fotos do veículo.

Fotos do cinto de segurança.

Fotos que mostrem película, posição dos bancos ou cor do cinto.

Comprovantes de que o veículo estava em outro local, se houver erro de identificação.

Documentos que demonstrem erro na autuação.

Imagens de câmera, quando disponíveis.

Relato detalhado do ocorrido.

Em alguns casos, provas simples ajudam a demonstrar inconsistências.

Prazo para recorrer da multa 5185

O prazo para apresentar defesa ou recurso estará indicado na notificação.

É importante não perder esse prazo. Mesmo multas consideradas simples devem ser analisadas rapidamente, pois a perda de prazo pode impedir a discussão administrativa em determinada fase.

O ideal é reunir documentos e elaborar a defesa assim que a notificação for recebida.

Pagar a multa impede recurso

Pagar a multa não impede necessariamente a apresentação de recurso, desde que o prazo ainda esteja aberto.

No entanto, muitos condutores pagam a multa e esquecem de recorrer, deixando que os pontos sejam lançados na CNH.

Se a intenção é contestar a infração, é necessário observar o prazo correto e apresentar defesa ou recurso, independentemente do pagamento.

A infração 5185 pode suspender a CNH

A infração 5185 não é autossuspensiva. Ela não suspende a CNH automaticamente.

Porém, os 5 pontos podem contribuir para a suspensão por acúmulo de pontos, principalmente se o motorista já tiver outras infrações no período.

Para motoristas que acumulam muitas multas pequenas, uma infração grave pode ser suficiente para atingir o limite de pontuação aplicável.

Motorista profissional deve se preocupar com a infração 5185

Sim. Para motoristas profissionais, qualquer pontuação pode ser preocupante.

Quem dirige todos os dias está mais exposto a fiscalizações e pode acumular pontos com maior facilidade. Uma multa por cinto, somada a outras infrações, pode comprometer a CNH e o trabalho.

Além disso, empresas podem ter políticas internas de controle de infrações, o que pode gerar consequências profissionais.

A multa 5185 pode ser convertida em advertência

A conversão de multa em advertência por escrito depende dos requisitos previstos na legislação, especialmente a natureza da infração e o histórico do condutor.

Como a infração 5185 é grave, em regra ela não se enquadra nas hipóteses mais comuns de conversão destinadas a infrações leves ou médias.

Por isso, quando houver discordância, o caminho mais adequado costuma ser apresentar defesa ou recurso.

Como evitar a infração 5185

A forma mais simples de evitar a infração é criar o hábito de colocar o cinto antes de ligar o veículo.

Também é importante orientar todos os passageiros antes de iniciar o deslocamento. O motorista deve deixar claro que o veículo só sairá quando todos estiverem usando o cinto.

Essa rotina evita multa e protege vidas.

Cuidados para passageiros

Passageiros também devem colaborar.

Mesmo que a multa recaia sobre o condutor, quem está no veículo deve usar o cinto corretamente. Isso vale para adultos, adolescentes, idosos e passageiros no banco traseiro.

O passageiro que se recusa a usar o cinto coloca a si mesmo e os demais ocupantes em risco.

Cuidados para famílias

Em famílias, é comum haver descuido com o cinto no banco traseiro, especialmente em deslocamentos curtos.

Pais e responsáveis devem ensinar crianças e adolescentes que o cinto é obrigatório em todos os lugares do veículo.

Se houver criança pequena, além do cinto, pode ser necessário usar bebê conforto, cadeirinha ou assento de elevação, conforme o caso.

Cuidados para empresas

Empresas com frota devem orientar seus motoristas sobre o uso do cinto.

Também devem exigir que passageiros, ajudantes, funcionários e colaboradores transportados usem o equipamento.

Uma política interna simples, com treinamento e controle, pode evitar multas e acidentes.

Cuidados em viagens

Em viagens, o uso do cinto deve ser permanente.

Alguns passageiros tiram o cinto para dormir, mudar de posição, pegar objetos ou se acomodar melhor. Isso é perigoso, principalmente em rodovias.

O veículo pode frear bruscamente a qualquer momento. Por isso, todos devem permanecer com o cinto ajustado durante todo o trajeto.

Perguntas e respostas sobre a infração 5185

O que é a infração 5185

É a infração por deixar o condutor ou passageiro de usar o cinto de segurança.

Qual é o valor da multa 5185

O valor da multa é de R$ 195,23.

A infração 5185 é grave

Sim. A infração é de natureza grave.

Quantos pontos gera a infração 5185

A infração gera 5 pontos na CNH.

O veículo pode ser retido

Sim. O veículo pode ser retido até que o cinto seja colocado.

Passageiro sem cinto gera multa para o motorista

Sim. O condutor pode ser responsabilizado se transporta passageiro sem cinto.

Cinto no banco traseiro é obrigatório

Sim. Passageiros do banco traseiro também devem usar cinto.

Trajeto curto dispensa cinto

Não. O cinto é obrigatório em qualquer trajeto.

Airbag substitui o cinto

Não. O airbag funciona em conjunto com o cinto e não substitui seu uso.

Criança sem cadeirinha é infração 5185

Pode haver enquadramento específico para transporte irregular de criança, dependendo da idade, altura e equipamento exigido.

Posso recorrer da multa 5185

Sim. É possível apresentar defesa prévia, recurso à JARI e recurso em segunda instância.

O que pode ser alegado no recurso

Podem ser alegados erro formal, descrição insuficiente, autuação sem abordagem em visualização duvidosa, erro de enquadramento, uso correto do cinto e inconsistências na notificação.

A infração 5185 suspende a CNH

Não automaticamente. Porém, os 5 pontos podem contribuir para suspensão por acúmulo de pontos.

Pagar a multa elimina os pontos

Não. O pagamento não elimina automaticamente a pontuação.

Conclusão

A infração 5185 trata do não uso do cinto de segurança pelo condutor ou passageiro. Embora muitas pessoas vejam essa multa como algo simples, ela é uma infração grave, gera multa de R$ 195,23, 5 pontos na CNH e retenção do veículo até a colocação do cinto.

O uso do cinto é obrigatório para todos os ocupantes, inclusive no banco traseiro e em trajetos curtos. A responsabilidade administrativa pode recair sobre o condutor, mesmo quando o passageiro é quem deixou de usar o equipamento.

Quem recebe a multa deve analisar a notificação com atenção. Em alguns casos, pode haver erro de descrição, dúvida sobre a visualização, ausência de abordagem, erro de enquadramento ou inconsistências formais que justifiquem recurso.

Ainda assim, a melhor forma de evitar problemas é simples: todos devem colocar o cinto antes de o veículo sair. Esse hábito reduz o risco de multa, protege a CNH e, principalmente, salva vidas.