A infração 5193 ocorre quando o condutor transporta criança em veículo automotor sem respeitar as normas especiais de segurança previstas na legislação de trânsito, como o uso correto da cadeirinha, bebê conforto, assento de elevação, cinto de segurança e regras sobre transporte no banco dianteiro. É uma infração gravíssima, gera multa de R$ 293,47, 7 pontos na CNH e retenção do veículo até que a irregularidade seja corrigida.
O que significa a infração 5193
A infração 5193 está relacionada ao transporte irregular de crianças em veículos automotores. O objetivo da regra é proteger crianças, que são mais vulneráveis em caso de frenagem brusca, colisão, capotamento ou qualquer situação de risco no trânsito.
Essa infração não se limita à ausência de cadeirinha. Ela também pode ocorrer quando a criança está usando equipamento inadequado para sua idade, peso ou altura, quando o dispositivo está mal instalado, quando o cinto está sendo usado incorretamente ou quando a criança é transportada em local proibido.
Em outras palavras, não basta apenas colocar a criança dentro do veículo. O transporte deve seguir as normas de segurança aplicáveis ao caso concreto.
Base legal da infração 5193
A infração 5193 está ligada ao artigo 168 do Código de Trânsito Brasileiro, que trata do transporte de crianças em veículo automotor sem observância das normas de segurança especiais.
A regra existe porque o transporte infantil exige cuidados diferentes do transporte de adultos. Crianças pequenas não têm estrutura física adequada para usar o cinto de segurança comum da mesma forma que um adulto. Por isso, dependendo da idade, altura e peso, precisam de dispositivo de retenção específico.
A legislação busca reduzir o risco de lesões graves e mortes em acidentes de trânsito.
Tabela da infração 5193
| Informação | Regra aplicável |
|---|---|
| Código da infração | 5193 |
| Conduta | Transportar criança sem observar as normas especiais de segurança |
| Natureza | Gravíssima |
| Penalidade | Multa |
| Valor da multa | R$ 293,47 |
| Pontuação | 7 pontos na CNH |
| Medida administrativa | Retenção do veículo até que a irregularidade seja sanada |
| Responsável | Condutor |
| Base legal | Artigo 168 do CTB |
Qual é o valor da multa da infração 5193
O valor da multa da infração 5193 é de R$ 293,47, pois se trata de infração gravíssima sem fator multiplicador.
Além do valor financeiro, a infração gera 7 pontos na CNH do condutor. Isso pode ser um problema para motoristas que já têm outras infrações no prontuário, pois os pontos podem contribuir para a abertura de processo de suspensão do direito de dirigir.
A infração 5193 gera pontos na CNH
Sim. A infração 5193 gera 7 pontos na CNH do condutor.
A pontuação é relevante porque a infração gravíssima pode reduzir o limite de pontos permitido no período de apuração, dependendo da quantidade de infrações gravíssimas cometidas pelo motorista.
Por isso, mesmo que o valor da multa pareça menor do que outras infrações gravíssimas com multiplicador, o impacto na CNH pode ser significativo.
O veículo pode ser retido
Sim. A medida administrativa prevista é a retenção do veículo até que a irregularidade seja sanada.
Isso significa que, se a criança estiver sendo transportada de forma irregular, o veículo pode ficar retido no local até que o problema seja corrigido.
Por exemplo, se a criança deveria estar em cadeirinha e o equipamento não está disponível, o condutor poderá ser impedido de seguir viagem naquela condição. A liberação depende da regularização do transporte.
Quem é responsável pela infração 5193
O responsável pela infração é o condutor do veículo.
Mesmo que a criança seja filha, sobrinha, neta, aluna, passageira ou esteja sob responsabilidade de outra pessoa, quem conduz o veículo tem o dever de garantir que o transporte esteja sendo feito corretamente.
Isso vale para pais, mães, familiares, motoristas de aplicativo, motoristas particulares, condutores de transporte escolar, responsáveis por vans e demais motoristas.
Quando a infração 5193 pode ocorrer
A infração 5193 pode ocorrer em várias situações, como:
Criança pequena sendo transportada sem bebê conforto.
Criança que deveria usar cadeirinha sendo transportada apenas com cinto comum.
Criança que deveria usar assento de elevação sendo transportada diretamente no banco.
Criança menor de 10 anos no banco dianteiro fora das hipóteses permitidas.
Criança sem cinto de segurança.
Criança usando cinto de forma incorreta.
Dispositivo de retenção solto, mal instalado ou incompatível.
Criança no colo de adulto.
Criança dividindo o mesmo cinto com outra pessoa.
Criança em motocicleta sem idade permitida ou sem condições de segurança.
O que são dispositivos de retenção para crianças
Dispositivos de retenção são equipamentos usados para adequar o corpo da criança ao sistema de segurança do veículo.
Os principais são:
Bebê conforto.
Cadeirinha.
Assento de elevação.
Cinto de segurança do próprio veículo, quando a criança já tiver idade e altura compatíveis.
Cada equipamento tem uma finalidade. O bebê conforto protege crianças menores, geralmente em posição voltada para trás. A cadeirinha é usada em fase intermediária. O assento de elevação ajusta a altura da criança para que o cinto passe corretamente pelo ombro e pela região do quadril.
Bebê conforto
O bebê conforto é destinado a crianças pequenas, especialmente bebês.
Ele deve ser instalado de forma correta, geralmente no banco traseiro, com atenção ao manual do equipamento e ao manual do veículo.
Um erro comum é instalar o bebê conforto virado no sentido inadequado, mal preso ou com o cinto frouxo. Nesses casos, mesmo havendo equipamento no carro, a autuação pode ocorrer se o transporte estiver inseguro.
Cadeirinha
A cadeirinha é indicada para crianças que já passaram da fase do bebê conforto, mas ainda não têm tamanho suficiente para usar apenas o cinto do veículo.
Ela precisa estar fixada corretamente ao banco, e a criança deve estar presa ao equipamento conforme as instruções do fabricante.
A cadeirinha solta, inadequada ao tamanho da criança ou usada apenas “de enfeite” não cumpre sua função de segurança.
Assento de elevação
O assento de elevação é usado quando a criança já tem porte maior, mas ainda não possui altura suficiente para o cinto de segurança passar corretamente pelo corpo.
Sem o assento, o cinto pode ficar sobre o pescoço, rosto ou barriga da criança, aumentando o risco de lesões em caso de acidente.
O assento de elevação ajuda a posicionar a criança na altura adequada para o uso do cinto de três pontos.
Cinto de segurança para crianças maiores
Quando a criança atinge idade e altura compatíveis, pode usar o cinto de segurança do próprio veículo.
Mas o cinto precisa estar ajustado corretamente. A faixa diagonal deve passar pelo ombro e pelo centro do peito, nunca pelo pescoço. A faixa inferior deve ficar sobre o quadril, e não sobre a barriga.
Se a criança usa o cinto de modo inadequado, ainda pode haver risco e possibilidade de autuação, dependendo da situação observada.
Transporte de criança no banco dianteiro
A regra geral é que crianças menores de 10 anos sejam transportadas no banco traseiro, salvo hipóteses específicas permitidas.
O banco dianteiro oferece mais risco para crianças, especialmente por causa da proximidade com o painel, para-brisa e airbag.
Por isso, transportar criança no banco da frente fora das condições permitidas pode caracterizar a infração 5193.
Criança no colo é permitido
Não. Criança no colo não é forma segura de transporte.
Mesmo que o adulto esteja usando cinto, a criança no colo fica vulnerável. Em caso de colisão ou freada brusca, o corpo do adulto pode pressionar a criança, ou ela pode ser projetada contra o painel, banco, vidro ou para fora do veículo.
Além disso, segurar a criança no colo não substitui dispositivo de retenção.
Criança dividindo cinto com adulto
Também não é permitido transportar criança dividindo o mesmo cinto com adulto ou com outra criança.
O cinto de segurança foi projetado para proteger uma pessoa por vez. Quando duas pessoas usam o mesmo cinto, a eficiência do equipamento é comprometida e o risco de lesões aumenta.
Essa situação pode ser enquadrada como transporte irregular de criança.
Criança sem cinto no banco traseiro
Muitos condutores acreditam que o cinto no banco traseiro é menos importante, mas isso está errado.
Crianças transportadas no banco traseiro também precisam estar adequadamente protegidas. Se já puderem usar o cinto, devem usá-lo corretamente. Se ainda precisarem de dispositivo de retenção, o equipamento deve ser usado.
A ausência de cinto ou dispositivo adequado pode gerar a infração 5193.
Transporte em veículo de aplicativo
Motoristas de aplicativo também devem respeitar as normas de transporte de crianças.
Na prática, esse é um ponto sensível, porque muitos passageiros solicitam viagens com crianças sem levar cadeirinha ou assento adequado.
O condutor pode recusar a viagem quando o transporte colocar a criança em situação irregular ou insegura. Se aceitar transportar a criança sem o equipamento necessário, pode ser autuado.
O fato de o passageiro ser o responsável pela criança não elimina a responsabilidade do motorista perante a fiscalização.
Transporte escolar
No transporte escolar, as exigências são ainda mais rigorosas, pois envolve condução habitual de crianças.
Além das regras gerais de segurança, veículos escolares precisam cumprir requisitos específicos de autorização, identificação, vistoria e equipamentos.
A infração 5193 pode ocorrer se uma criança for transportada sem observar as normas de segurança, mas o transporte escolar irregular também pode gerar outras autuações.
Transporte de criança em táxi
As regras podem ter particularidades em relação ao uso obrigatório de dispositivos em determinados serviços, mas isso não significa que a segurança deva ser ignorada.
Mesmo quando houver exceções regulatórias específicas, o transporte seguro deve ser prioridade. O ideal é que pais e responsáveis levem o dispositivo adequado sempre que possível.
Em caso de dúvida, a situação concreta deve ser analisada conforme o tipo de veículo, o serviço prestado e a norma aplicável.
Transporte de criança em ônibus, vans e veículos coletivos
Em veículos coletivos, a aplicação das normas pode variar conforme o tipo de transporte, o veículo e a regulamentação específica.
Ainda assim, quando houver cinto de segurança disponível, ele deve ser utilizado. Em veículos de transporte escolar ou fretamento, as regras específicas também precisam ser observadas.
O ponto central é que a criança não pode ser transportada de maneira que comprometa sua segurança.
Transporte de criança em motocicleta
O transporte de criança em motocicleta possui regras próprias e exige atenção especial.
A criança precisa ter idade mínima permitida e condições de cuidar da própria segurança durante o transporte, além de utilizar capacete adequado.
Transportar criança muito pequena, sem capacete, com capacete inadequado ou sem condições de se manter com segurança na motocicleta pode gerar autuação e colocar a vida da criança em risco.
Dependendo da situação, o enquadramento pode ser diferente da infração 5193, mas o risco jurídico e de segurança é alto.
Transporte de criança em caminhonete
Em caminhonetes, a criança deve ser transportada dentro da cabine, com cinto ou dispositivo adequado, conforme sua idade, peso e altura.
Transportar criança na caçamba é extremamente perigoso e pode gerar autuações graves.
A caçamba não é espaço destinado ao transporte de passageiros. Em caso de curva, freada, colisão ou perda de controle, o risco de queda e morte é elevado.
Transporte em carro antigo sem cinto no banco traseiro
Alguns veículos antigos não possuem cinto de segurança em todos os assentos. Isso pode gerar dúvidas.
Mesmo nesses casos, o condutor deve avaliar se é possível transportar a criança de forma segura e regular. A ausência de equipamento no veículo não autoriza, automaticamente, o transporte inadequado.
Quando o veículo não oferece condições de segurança para a criança, o mais prudente é utilizar outro veículo.
Criança dormindo precisa continuar no dispositivo
Sim. A criança deve permanecer corretamente acomodada no dispositivo de retenção ou usando o cinto, mesmo dormindo.
É comum que responsáveis soltem o cinto ou retirem a criança da cadeirinha durante viagens longas para deixá-la mais confortável. Essa prática é perigosa.
Acidentes podem ocorrer em segundos. Se a criança estiver solta no momento da colisão, o risco de lesão é muito maior.
Dispositivo mal instalado pode gerar multa
Sim. Ter a cadeirinha no veículo não basta. O equipamento precisa estar instalado corretamente.
Uma cadeirinha solta, inclinada de forma errada, presa por cinto frouxo ou incompatível com o banco pode não proteger a criança.
Durante uma fiscalização, se o agente constatar que o transporte não observa as normas de segurança, a infração pode ser registrada.
Equipamento incompatível com idade, peso ou altura
O uso de equipamento inadequado também pode caracterizar a infração.
Por exemplo, uma criança que ainda precisa de cadeirinha não deve ser transportada apenas em assento de elevação. Da mesma forma, uma criança muito pequena não deve usar apenas o cinto comum.
O equipamento deve corresponder ao desenvolvimento físico da criança. A idade é importante, mas peso e altura também devem ser considerados.
A infração 5193 pode ser aplicada mesmo em trajeto curto
Sim. O trajeto curto não afasta a infração.
Muitas autuações ocorrem em deslocamentos rápidos, como levar a criança até a escola, ir à padaria, buscar alguém próximo ou circular dentro do bairro.
A legislação não diferencia viagem longa de trajeto curto. Se a criança está sendo transportada irregularmente em via pública, a infração pode ocorrer.
A infração pode ocorrer em blitz
Sim. A infração 5193 é frequentemente constatada em abordagens de fiscalização, operações de trânsito, blitz escolares, fiscalizações próximas a rodovias e ações educativas.
O agente pode verificar se a criança está no banco correto, se usa cinto, se o dispositivo é adequado e se está instalado corretamente.
A autuação pode ocorrer quando a irregularidade é constatada visualmente ou durante abordagem.
A infração 5193 pode ser registrada sem abordagem
Em algumas situações, infrações relacionadas ao transporte irregular podem ser constatadas sem abordagem, dependendo do modo de fiscalização e da possibilidade de comprovação da conduta.
No entanto, a ausência de abordagem pode abrir discussões sobre a clareza da constatação, a identificação da irregularidade e a descrição feita no auto de infração.
Em recurso, é importante analisar como a infração foi constatada.
Como recorrer da infração 5193
É possível recorrer da infração 5193.
O processo administrativo normalmente possui três etapas:
Defesa prévia.
Recurso à JARI.
Recurso em segunda instância.
Na defesa prévia, o condutor pode apontar erros formais no auto de infração, como placa incorreta, dados incompletos, local impreciso, enquadramento equivocado ou ausência de informações obrigatórias.
No recurso à JARI, é possível discutir o mérito da autuação, questionando se realmente houve transporte irregular, se a criança estava ou não enquadrada na regra, se havia equipamento adequado ou se houve interpretação equivocada da situação.
No recurso em segunda instância, o condutor pode reforçar os argumentos e contestar a decisão da JARI.
Principais argumentos de defesa
Os argumentos dependem do caso concreto, mas alguns pontos podem ser analisados.
Pode haver erro na idade da criança.
Pode haver erro na interpretação sobre altura, peso ou necessidade de dispositivo.
Pode haver descrição insuficiente no auto de infração.
Pode haver ausência de indicação clara da irregularidade.
Pode haver erro de enquadramento.
Pode haver inconsistência na identificação do veículo, local, data ou horário.
Pode haver situação em que a criança estava sendo transportada corretamente, mas a autuação foi lavrada de forma equivocada.
A defesa deve ser técnica e baseada em documentos, não apenas em alegações genéricas.
Exemplo de defesa por descrição insuficiente
Imagine que o auto de infração apenas informa “transportar criança irregularmente”, sem explicar se a criança estava sem cadeirinha, sem cinto, no banco dianteiro ou em dispositivo inadequado.
Nesse caso, pode haver argumento de que a descrição é insuficiente para permitir defesa adequada.
O condutor precisa saber exatamente qual conduta foi considerada irregular para poder se defender.
Exemplo de defesa por uso correto do dispositivo
Imagine que o condutor foi autuado, mas a criança estava em assento de elevação adequado, com cinto corretamente posicionado.
Se houver fotos, vídeos, testemunhas ou outros elementos que comprovem o transporte correto, a defesa pode demonstrar que a autuação não corresponde aos fatos.
Exemplo de defesa por erro sobre idade ou altura
Imagine que o agente presume que a criança deveria estar em dispositivo de retenção, mas ela já possui altura suficiente para usar o cinto de segurança do veículo.
Se a defesa apresentar documentos e provas que demonstrem a condição correta da criança, pode haver discussão sobre a validade da autuação.
O que conferir na notificação da infração 5193
Ao receber a notificação, o condutor deve conferir:
Código da infração.
Descrição da conduta.
Data e horário.
Local da infração.
Placa do veículo.
Órgão autuador.
Prazo para defesa.
Informações complementares.
Indicação da medida administrativa, quando houver.
Se houve abordagem.
Esses dados são importantes porque qualquer inconsistência pode prejudicar a validade da autuação.
Documentos úteis para recorrer
Alguns documentos podem ajudar na defesa:
Notificação da autuação.
Documento do veículo.
CNH do condutor.
Certidão de nascimento ou documento da criança, se a discussão envolver idade.
Documento médico ou escolar, se necessário.
Fotos do dispositivo de retenção usado.
Manual do equipamento.
Comprovante de compra da cadeirinha ou assento.
Fotos do veículo e do banco.
Provas de que a criança estava corretamente transportada.
Cada caso exige análise específica.
Prazo para recorrer
O prazo para apresentar defesa ou recurso estará indicado na notificação.
É fundamental respeitar esse prazo. Perder o prazo pode dificultar ou impedir a discussão administrativa da multa.
O ideal é organizar a defesa assim que a notificação for recebida, reunindo documentos e verificando os detalhes do auto de infração.
A multa 5193 pode ser convertida em advertência
Em regra, a conversão em advertência por escrito depende de requisitos legais, como a natureza da infração e o histórico do condutor.
Como a infração 5193 é gravíssima, normalmente não se enquadra nas hipóteses mais comuns de conversão em advertência, que costumam envolver infrações leves ou médias.
Assim, o caminho mais adequado costuma ser avaliar a possibilidade de defesa ou recurso.
A infração 5193 pode suspender a CNH
A infração 5193 não é, em regra, uma infração autossuspensiva. Porém, ela gera 7 pontos.
Esses pontos podem contribuir para a abertura de processo de suspensão do direito de dirigir por acúmulo de pontos, especialmente se o condutor já tiver outras infrações no período.
Por isso, não se deve ignorar a autuação.
Como evitar a infração 5193
A melhor forma de evitar a infração é transportar crianças sempre de acordo com as normas de segurança.
Antes de sair, verifique:
Se a criança está no banco correto.
Se o equipamento é adequado.
Se a cadeirinha está bem instalada.
Se o cinto está corretamente ajustado.
Se a criança não está no colo.
Se ninguém está compartilhando cinto.
Se o dispositivo não está frouxo.
Se o banco dianteiro está sendo usado apenas quando permitido.
Esse cuidado deve existir em todos os trajetos, inclusive os curtos.
Cuidados para pais e responsáveis
Pais e responsáveis devem tratar o dispositivo de retenção como item indispensável, não como acessório opcional.
A criança pode reclamar, chorar ou pedir para sair da cadeirinha, mas a segurança deve prevalecer.
Também é importante dar exemplo. Crianças aprendem pelo hábito. Quando todos usam cinto e respeitam as regras, o uso do equipamento passa a ser natural.
Cuidados em viagens longas
Em viagens longas, o cuidado deve ser redobrado.
A criança deve permanecer presa corretamente durante todo o deslocamento. Em caso de cansaço, o ideal é fazer paradas programadas para descanso, alimentação e troca de posição.
Soltar a criança com o veículo em movimento é perigoso, mesmo em rodovia aparentemente tranquila.
Cuidados ao pegar carona
Quem pega carona com criança também deve se preocupar com a segurança.
Se a criança precisa de cadeirinha ou assento, o responsável deve providenciar o equipamento ou verificar se o veículo possui condições adequadas.
Entrar em veículo sem condições de transportar a criança com segurança aumenta o risco de acidente e pode gerar autuação ao condutor.
Cuidados para motoristas de aplicativo e táxi
Motoristas profissionais devem ter clareza sobre sua responsabilidade.
Se o passageiro chega com uma criança pequena e sem equipamento adequado, o motorista deve avaliar a regularidade do transporte.
Aceitar a viagem em situação irregular pode colocar a criança em risco e expor o condutor à autuação.
A recusa, nesses casos, pode ser justificada pela segurança e pela legislação de trânsito.
Cuidados para escolas e transporte particular de alunos
Pais que contratam transporte particular ou escolar devem verificar se o veículo é regular, se o condutor é habilitado, se há autorização para transporte e se as crianças são conduzidas com segurança.
O fato de o transporte ser habitual não significa que esteja correto.
A fiscalização de transporte escolar existe justamente para proteger crianças e adolescentes.
A importância da cadeirinha na segurança infantil
O uso correto de dispositivos de retenção reduz significativamente o risco de lesões em acidentes.
Crianças têm cabeça proporcionalmente maior, pescoço mais frágil e estrutura corporal em desenvolvimento. Por isso, o impacto de uma colisão pode ser muito mais grave nelas do que em adultos.
A cadeirinha, o bebê conforto e o assento de elevação ajudam a distribuir a força do impacto e impedem que a criança seja projetada.
Erros mais comuns no transporte de crianças
Entre os erros mais comuns estão:
Criança no colo.
Criança sem cinto no banco traseiro.
Uso de cadeirinha inadequada.
Cadeirinha mal instalada.
Cinto passando pelo pescoço.
Criança pequena no banco dianteiro.
Assento de elevação usado antes do tempo.
Criança dividindo cinto com adulto.
Equipamento vencido, danificado ou incompatível.
Esses erros podem parecer simples, mas aumentam muito o risco em caso de acidente.
Perguntas e respostas sobre a infração 5193
O que é a infração 5193
É a infração por transportar criança em veículo automotor sem observar as normas especiais de segurança previstas na legislação de trânsito.
Qual é o valor da multa 5193
O valor da multa é de R$ 293,47.
A infração 5193 é gravíssima
Sim. A infração é de natureza gravíssima.
Quantos pontos gera a infração 5193
A infração gera 7 pontos na CNH do condutor.
O veículo pode ser retido
Sim. O veículo pode ser retido até que a irregularidade seja corrigida.
Criança pode andar no banco da frente
A regra geral é que crianças menores de 10 anos sejam transportadas no banco traseiro, salvo situações específicas permitidas.
Criança no colo gera multa
Sim. Transportar criança no colo é irregular e perigoso.
Cadeirinha mal instalada pode gerar infração
Sim. O equipamento precisa estar adequado e corretamente instalado.
Trajeto curto dispensa cadeirinha
Não. Mesmo em trajetos curtos, a criança deve ser transportada corretamente.
Motorista de aplicativo pode ser multado
Sim. Se transportar criança irregularmente, o condutor pode ser autuado.
Posso recorrer da multa 5193
Sim. É possível apresentar defesa prévia, recurso à JARI e recurso em segunda instância.
O que pode ser alegado no recurso
Podem ser alegados erro formal, descrição insuficiente, erro de enquadramento, transporte correto da criança, erro sobre idade ou altura e outras circunstâncias do caso.
A infração 5193 suspende a CNH
Ela não suspende automaticamente, mas gera 7 pontos, que podem contribuir para processo de suspensão por acúmulo de pontos.
Conclusão
A infração 5193 trata do transporte de crianças sem observância das normas especiais de segurança. Embora muitas pessoas associem essa multa apenas à falta de cadeirinha, ela pode envolver diversas situações, como uso de equipamento inadequado, criança no banco dianteiro irregularmente, ausência de cinto, criança no colo ou dispositivo mal instalado.
A penalidade é gravíssima, com multa de R$ 293,47, 7 pontos na CNH e retenção do veículo até a regularização. Mais do que uma questão administrativa, a regra existe para proteger a vida e a integridade física das crianças.
Quem recebe essa autuação deve analisar a notificação com atenção, conferir se a descrição está correta e verificar se há fundamento para defesa. Em alguns casos, pode haver erro de enquadramento, falha na descrição ou interpretação equivocada da situação.
Ainda assim, a melhor conduta é preventiva. Crianças devem ser transportadas sempre no dispositivo adequado, com cinto corretamente ajustado e no local permitido. A segurança infantil no trânsito não deve depender da distância do trajeto, da pressa ou da conveniência do momento.